Blog em 2026

Criar um blog em 2026 pode parecer ultrapassado ou até sem sentido, mas para mim, trata-se de um projeto pessoal que foi adiado por anos e que finalmente consegui tirar do papel.

Não busco ter audiência ou monetizar aqui. O blog me ajudará nos estudos. Pretendo utilizá-lo como um backup/documentação de tudo que estudar para que eu possa revisitar sempre que necessário. De quebra, melhoro a minha escrita também.

Projeto adiado por anos

Esse projeto foi postergado por muito tempo por eu complicar algo que poderia (e deveria) ser simples.

O objetivo principal sempre foi escrever e documentar o que eu estiver estudando, mas a criação do blog sempre esbarrava na decisão de como desenvolvê-lo. Criar um sistema do zero ou utilizar uma blog engine pronta?

A verdade é que pouco importa a stack utilizada. O importante é estar estudando e escrevendo.

Por isso, a dica que posso dar é simplifique.

Por que já começar bilingue

Além da stack a ser utilizada, uma das dúvidas que sempre ficava sem resposta e atrasava o início do blog era em qual idioma eu deveria escrever. Português com o objetivo de melhorar a escrita ou inglês para treinar uma “nova” língua?

Como agora eu quero algo simples, que eu possa sentar e escrever sem muita cerimônia, o português foi a escolha óbvia. No entanto, ter o conteúdo disponível em um idioma universal é algo indispensável atualmente.

Para conseguir atingir esse objetivo sem que ele se transformasse em um empecilho no fluxo de trabalho, segui algo que vi neste artigo e pretendo utilizar LLMs para traduzir. Fico apenas com o papel de fazer uma revisão sobre o texto traduzido.

Para ver a versão em inglês basta clicar em “EN” no topo da página.

Como fiz

Dado o contexto, vamos à parte técnica, detalhando quais ferramentas foram utilizadas, onde o blog está hospedado e qual o fluxo de trabalho para escrever um post. Fui bastante influenciado por este artigo também do Akita.

Hugo

Baseado no artigo, dei uma olhada no Hugo, que nada mais é que um gerador de sites estáticos com várias funções já pré-definidas, como o suporte à traduções para outros idiomas, barra de pesquisa, breadcrumbs, entre outros.

Foi um processo bastante simples e que encaixou exatamente com o que eu procurava. Escolhi um tema, li a documentação e é isso. Não tem frescura.

Preparando o ambiente

Como eu já tinha o Git instalado na minha máquina, segui essa documentação e tudo se resumiu a:

  1. Criar um repositório no Github e cloná-lo para a minha máquina local -> Todo o código está disponível aqui.

  2. Instalar o PowerShell

winget install --id Microsoft.PowerShell --source winget
  1. Instalar o Hugo já via PowerShell
winget install Hugo.Hugo.Extended
  1. Também via PowerShell fui na pasta raiz do repositório clonado no passo 1 e executei:
hugo new project Belizario.blog --format yaml --force

A partir daqui o trabalho foi basicamente de customização, definindo o tema e as funcionalidades que queria deixar ativa ou não. Segui a documentação que está disponível aqui e grande parte do resultado está no hugo.yaml do meu repositório.

Deploy

Com o blog já funcionando em ambiente local, foi a hora de definir como seria o deploy e tentei deixá-lo o mais prático possível.

Criei uma conta e um projeto na Netlify, depois foi só importar o meu repositório do Github e definir algumas configurações.

Em Project configuration -> Branches and deploy contexts -> Configure:

  • Production branch: “master”
  • Branch deploys: “Deploy only the production branch”
  • Deploy Previews: “Don’t deploy pull requests”

Além disso, precisei ir em Project configuration -> Build & deploy -> Build settings -> Configure e definir:

  • Base directory = “/”
  • Build command = “Hugo”
  • Publish directory = “public”

Como é um site extremamente simples, sem banco de dados e nem nada do tipo, o custo é ZERO na Netlify.

O processo de trabalho ficou extremamente simples, basta eu criar uma branch no meu repositório, escrever o post em um arquivo .md em qualquer editor de texto (atualmente estou usando o VS Code) e quando estiver pronto faço o merge na master, o que dispara automaticamente o deploy para a Netlify. Zero dor de cabeça.